Blog | Lucas Souza

Paulista, desenvolvedor web, nômade digital, apaixonado por futebol, assessor da Priscila Stuani. Idealizador da série “Na cara do gol com Lucas Souza” — projeto que saiu do papel com a missão de criar uma série de entrevistas com grandes craques de diversas áreas — cujo objetivo é disseminar conhecimento de uma maneira descontraída, por meio de analogias com o mundo futebolístico.

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Das quatro linhas para vida: quando o ego se torna coletivo — e positivo

Não seja aquele tipo de jogador “fominha” no âmbito profissional. Tenha sempre em mente o mindset da coletividade.

Lucas SouzaLucas Souza

Acredito que a maioria de vocês acompanharam a imatura briga de egos entre Neymar e Cavani — dois grandes craques do badalado Paris Saint-Germain.

— Lucas, esses caras ganham milhões por temporada.

— Por que perderemos o nosso tempo recapitulando esse assunto?

Diferentemente de muitos jornalistas do mundo esportivo, não venho através deste artigo julgar a atitude do Neymar.

Fique tranquilo(a). O Unai Emery, comandante do elenco parisiense, colocou a casa em ordem. Inclusive o PSG está voando na UEFA Champions League e tem tudo para se consagrar campeão da temporada 2017/2018.

Além dos fatos mencionados anteriormente, consideremos mais um, o principal, diga-se de passagem: o ego não está presente somente no cenário do futebol.

Não é “papo de boleiro”, como dizem no futebol, mas te adianto: a resenha do artigo é sobre o malefício causado pelo ego no âmbito profissional e como driblar tal adversidade.

Dada a introdução, é hora de amarrar as chuteiras e entrar em campo.

Quase tudo pronto para a bola rolar no Parc des Princes. Porém, antes do apito inicial do árbitro, vamos desmistificar o conceito da palavra ego?

“Neymar chegou aqui sabendo que todos queremos fazer algo juntos. Com sua habilidade e sua qualidade, pode nos ajudar a atingir nossos objetivos. Ele também pode atingir seus objetivos individuais, mas sabe que há muitos jogadores bons aqui”.

— Unai Emery.

O técnico do time francês concedeu uma boa explicação, de forma lúdica, sobre o tal do ego.

O que seria o ego se não a afirmação de nossas próprias qualidades/potencialidades?

Sem muita “firula” na frente do goleiro, vamos direto ao ponto: o ego se torna negativo quando usado em detrimento do outro e positivo, quando se soma a inúmeras potencialidades de um grupo.

Afinal, cada um tem o seu “ego”, não é mesmo?

A coletividade é o caminho

“Acredito que em jogo coletivo não tem que haver um destaque individual maior do que outro. Temos que somar para que a equipe siga crescendo e alcançando os objetivos. Todos somos muito inteligentes aqui para saber que mais importante do que qualquer resultado individual é o resultado coletivo, porque praticamos um esporte coletivo”.

— Daniel Alves.

Além de ser o maior lateral-direito do mundo (na minha opinião), o brasileiro Daniel Alves demonstra precisão em suas declarações nos pós-jogos.

Podemos aprender — e muito — com essa fera. Tanto é que escrevi um artigo, em que separei três lições de Daniel Alves que mostram que futebol não é só um jogo — e que talvez te ajudem a ser um profissional melhor.

Assim como o Messi, é natural que existam pessoas acima da média em suas respectivas áreas de atuação. Isso é apenas um mero detalhe. Acima de qualquer habilidade técnica, tenha o famoso “pés-no-chão”. Em poucas palavras, não seja individualista ao extremo.

E, por favor, não me interprete mal. Em nenhum momento estou dizendo para você abdicar das conquistas individuais.

Acredito que independente de qual seja a sua área de atuação — sem dúvida, as conquistas individuais são importantes, porém, saber trabalhar em equipe é algo essencial para o seu desenvolvimento profissional.

Tem uma passagem textual que gosto muito, do Getúlio Vargas, que traz a seguinte reflexão:

“Devemos ser bons. Não existem esforços inúteis quando empregados em prol da coletividade”.

E aí, dominou com categoria o “passe” do Getúlio? Está pronto para fazer o arremate?

Ao entrar em campo, dê o seu melhor no seu contexto. E, assim como o Neymar, caso o seu companheiro de equipe esteja melhor posicionado em determinado lance, não hesite: toque a bola (mesmo que for aos trancos e barrancos).

Não seja aquele tipo de jogador “fominha” no âmbito profissional. Tenha sempre em mente o mindset da coletividade.

Desempenhando um bom trabalho dentro de campo, uma coisa é certa: as conquistas individuais virão com o tempo.

Sabe aquela resenha pós-jogo entre os jogadores e jornalistas?

Pois bem… agora utilizarei o imaginário para emplacar a última analogia futebolística.

Bom, vamos lá!

Imagine comigo…

Durante a minha passagem pela zona mista (local onde a imprensa tem acesso aos jogadores após o término das partidas) após a vitória do PSG por 7 a 1 sobre o Celtic, a Isabela Pagliari, correspondente em Paris para os canais Esporte Interativo, me fez a seguinte pergunta:

— Lucas, qual a principal lição que podemos tirar do ocorrido entre Neymar e Cavani?

Jamais deixe o ego impor o ritmo de jogo – sendo mais preciso, quando ele tentar adentrar a grande área, isole o perigo, jogando-o para escanteio.

Finalizando o lance, lembre-se: a coletividade é o caminho.

Paulista, desenvolvedor web, nômade digital, apaixonado por futebol, assessor da Priscila Stuani. Idealizador da série “Na cara do gol com Lucas Souza” — projeto que saiu do papel com a missão de criar uma série de entrevistas com grandes craques de diversas áreas — cujo objetivo é disseminar conhecimento de uma maneira descontraída, por meio de analogias com o mundo futebolístico.

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